Câncer de Bexiga

O câncer de bexiga é o crescimento descontrolado de células, geralmente no revestimento interno do órgão, que pode ser detectado pela presença de sangue na urina, urgência urinária e necessidade frequente de urinar. O principal fator de risco é o tabagismo, mas a exposição a produtos químicos e o uso de certos medicamentos também estão associados à doença. O diagnóstico é feito por cistoscopia e biópsia, e o tratamento pode envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), entre 2020 e 2022, foram identificados 10.640 novos casos de câncer de bexiga no Brasil e os estágios da doença são decisivos na escolha do melhor tratamento.

Compreender o desenvolvimento desse tipo de tumor é fundamental para que o paciente esteja muito bem informado e seguro para enfrentar o tratamento da doença.

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Como é feito o estadiamento do câncer de bexiga

Depois de receber o diagnó stico, o paciente deve passar pelo processo de estadiamento, que tem como objetivo determinar se o câncer é superficial, invasivo ou metastá tico, alé m de avaliar o tamanho do tumor em si.
 
Para isso, utilizamos, geralmente, uma tomografia computadorizada abdominal e pélvica ou uma ressonância magnética. Esses exames possibilitam avaliar a extensã o local do tumor e a pesquisa de metástases na região, mas não detectam crescimentos pequenos ou superficiais.

Entenda mais do procedimento

Estágio I
Caracterizados pelo crescimento na camada do tecido conjuntivo da bexiga, sem atingir o músculo, esse tipo de tumor pode ser estadiado pela ressecção transuretral, mas, na maioria dos casos, é necessá rio realizar uma cistectomia parcial ou total.
A decisão entre a remoç ã o completa da bexiga vai depender do grau e tamanho do tumor. Se mais de um crescimento for identificado, a recomendação também será de uma cistectomia total.

 

Estágio II
Os tumores em está gio dois invadiram a camada muscular da bexiga, podendo ser superficiais ou profundos. Nesses casos, costuma ser necessário remover a bexiga por completo, bem como os linfonodos próximos do órgão.
Alguns médicos preferem administrar a quimioterapia antes da cirurgia, para tentar diminuir o tamanho do tumor, mas essa medida pode adiar a remoção da bexiga, devido ao cará ter fragilizante do tratamento.

 

Estágio III
No estágio três, o tumor atingiu a parte externa da bexiga, e pode ter invadido tecidos adjacentes e linfonodos, de maneira que a cistectomia radical com remoç ã o dessas estruturas é a melhor forma de tratamento, associada à quimioterapia.
Nesses casos, a quimioterapia pode ser utilizada antes ou depois da cirurgia. Se realizada antes, o objetivo é diminuir o tamanho do tumor; depois, a quimioterapia é utilizada para destruir as células cancerígenas remanescentes.

 

Estágio IV
Os tumores no está gio quatro invadiram outros órgãos, como próstata, útero, vagina ou a parede abdominal, além dos linfonodos próximos. O tumor também pode entrar em metástase à distância, ou seja, o câncer
de bexiga passa a se desenvolver, também, em tecidos distantes do órgão primariamente afetado.
A remoção total ou parcial da bexiga é uma cirurgia de grande porte, que envolve estruturas delicadas numa regiã o de difícil acesso. Muitos anos atrás, esse tipo de procedimento estava associado à alta mortalidade.
 
Entretanto, a videolaparoscopia e, mais posteriormente, por via robótica, possibilitaram que a cistectomia parcial ou total, bem como a linfadenectomia pélvica pudessem ser realizadas com segurança na grande maioria dos pacientes

Metade dos pacientes costuma ser diagnosticada quando o tumor está situado na camada interna do órgão, ou seja, ainda em estágios mais iniciais.

Entretanto, em cerca de 35% dos pacientes, o tumor já terá invadido camadas mais profundas, sem se espalhar para tecidos próximos ou distantes, o que ocorre mais raramente (aproximadamente 4% dos casos).

Além disso, esse tipo de neoplasia costuma acometer pessoas mais velhas, de maneira que 90% dos pacientes tem idade superior a 55 anos e, em sua maioria, são do sexo masculino.

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